Pet, toxoplasmose e gravidez: cuidados e riscos para o bebê

by Mamães.net on July 16, 2012

Gatos bem tratados e limpinhos

 

Quem tem bichinho de estimação, não pensa em abrir mão dele, mas na gravidez é comum se ouvir para tomar cuidado com o gato ou cãozinho porque a toxoplasmose pode ser prejudicial à saúde do bebê. Mas muitas informações desencontradas costumam rondar o tema toxoplasmose e gravidez, por isso é interessante saber extamente do que se trata, porque talvez não seja necessário você abandonar o seu pet.

 

 

Antes de mais nada, cães não transmitem a doença, que só é passada através das fezes dos gatos e de outros felinos, mas também pode ser adquirida atavés da ingestão do parasita Toxoplasma gondii em vegetais mal lavados, carnes cruas ou mal passadas (principalmente de carneiro e de porco). Ela também pode ser congênita, ou seja, transmitida de mãe para filho, mas nunca de uma pessoa para outra.

 

Exames sao necessarios

Toxoplasmose e gravidez só são perigosas se a mulher adquirir a doença durante a gravidez, e mais perigosa ainda para a saúde do bebê se for no primeiro trimestre. No entanto, muitas pessoas já a tiveram – e seus sintomas são muito parecidos com os de uma gripe – e nem desconfiam, por isso é fundamental que a grávida faça um hemograma para saber se é soropositiva.

 

Se for, é sinal que ela já teve a doença antes de estar grávida e, portanto, está imunizada. Se o exame der negativo é que a preocupação para evitar o contágio começa.

 

 

No entanto, apesar do mito popular, os gatos não são os maiores responsáveis pelo contágio, pelo menos não aqueles que não comem carne crua (principalmente caça), que não vão para a rua e, portanto, não entram em contato com fezes infectadas. De qualquer forma a prevenção deve ser feita com a grávida evitando contato com gatos de rua, evitando limpar a caixinha sem luvas e trocando a terra diariamente, assim o parasita, que só é excretado cerca de três dias depois de infectar o gato, não permanece no meio ambiente.

 

Gravidez sem medos

De qualquer forma, é muito difícil que a toxoplasmose seja passada por um gato caseiro – que, assim como os seres humanos, também fica imunizado depois de infectado a primeira vez, mas pode ser hospedeiro do parasita.

 

 

O importante é saber que toxoplasmose na gravidez também tem outras formas de contágio bem mais fáceis do que através do pet: a ingestão de carnes cruas ou vegetais mal lavados pode levar à mulher se tornar hospedeira do parasita, que pode causar danos sérios à saúde do bebê. Em caso de contágio, o tratamento deve começar imediatamente para minimizar os problemas, por isso a grávida cujo exame de sangue der negativo, deve repeti-lo durante toda a gravidez até o parto.

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