Fala, Mamãe: Cada mãe tem seu jeito de criar o filho

Posted on Oct 26 2012 - 4:56am by cristina.castillo@pannacottagroup.com

http://mamaes.net/2012/10/26/fala-mamae-cada-mae-tem-seu-jeito-de-criar-o-filho/

O modo como criamos nossos filhos mudou muito nos últimos dois séculos. Por anos, nossos ancestrais não tinham livros, especialistas e teorias para seguir na hora de cuidar das criancas. Sempre foi instintivo. Há milhares de anos as mães cuidavam dos bebês usando o que possuíam.

A cultura moderna nos trouxe uma série de “regras” e alternativas a seguir, orientadas, geralmente, por um profissional no qual confiamos totalmente, pois ele estudou e detém o conhecimento. Acho lindo a humanidade pensar e querer cada vez mais evoluir e aprimorar o modo que vivemos.

 

Mas, será que existe regras? Quem disse que essas fórmulas seguidas são corretas? Dar de mamar de 3 em 3 horas? Por que?

 

 

Por que não deixar o bebê se alimentar quando quiser? Dormir sozinho a qualquer custo, mesmo debaixo de choros incessantes? Por que? É tão bom dormir abraçado com quem você ama…

Por que eles não podem? A partir de quando o contato físico virou “crime” e carregar o bebê no colo virou sinônimo de mau acostumá-lo? Em qual contexto histórico surgiram essas regras? Revolução industrial, independência feminina? Pensem…

 

O que quero dizer aqui é que temos que questionar. A maternidade nos traz inseguranças e incertezas, principalmente quando vem o primeiro filho. E diante disso, queremos  conselhos, ajuda, respostas…. Eu mesma fui assim.

 

Com o meu filho, perguntava e seguia conselhos, meio que automaticamente fazia o que era mandado. Mas ele chorava muito. Foi aí que percebi que, quando estava no meu colo, ele se acalmava. Na minha cama também. E quando o colocava pra mamar a hora que ele queria, também.

 

Acabei, assim, indo contra tudo que falavam que era o “certo” a se fazer. Recebia olhares tortos… e frases do tipo “Ele esta viciado em colo”. Ou”Ele esta viciado no seu peito”, entre outras. No começo,senti que realmente estava fazendo tudo errado, que eu não conseguia ser uma mãe como deveria ser, fraca e confusa.

 

Mas  depois de ler muito, estudar e do segundo filho (nada como o segundo filho pra nos encher de confiança) percebi que eu estava certa. E que tudo é questionável.

 

 

Principalmente regras já estabelecidas. Nós somos indivíduos. Ou seja, somos únicos, apesar de pertencermos a um grupo. Por isso temos que descobrir o que é bom pra nós. Sem generalizações  e com muita vontade de aprender! O bom mesmo é ser a gente mesmo e confiar no nosso poder materno. Todas nós podemos! Basta querer.

 

Dani Feder é uma super mãe de dois meninos e colaboradora do Mamães.net. Ela escreve todas as sextas-feiras aqui no Fala, Mamãe!