Do começo: Filho tem manual de instrução?

Posted on Oct 31 2012 - 8:25am by cristina.castillo@pannacottagroup.com

 

O resultado dá positivo e a gente se vê com um desafio pela frente, gerar um bebê e depois cuidar dele. Quando somos mamães de primeira viagem o desafio é ainda maior, já que nunca passamos por este desafio que talvez seja o maior das nossas vidas. E então que, depois da alegria pela notícia da vinda do mais novo membro da família, bate a fatídica pergunta: “e agora?”

 

O desespero fica maior quando nas conversas com amigas só se escuta o lado difícil. Ninguém diz: “meu bebê é um anjo!”  O que se escuta é mais parecido com: “ela chorou a madrugada inteira”, ou “não consegui sequer tomar um banho hoje”, ou “tive que passar  o dia com ela no colo pois ela não parava de chorar”, ou ainda, “virei um peito ambulante, ela só mama o dia inteiro, de cinco em cinco minutos”.

 

Com depoimentos assim, a grávida aqui só poderia ficar como? Com os cabelos em pé e com medo, sim, essa é a palavra, medo, do que está por vir.

 

 

Meu marido tem uma piadinha que tem muito a ver: “filho vem com manual de instrução?”. Muitos já me disseram que não. Mas eu me pergunto, como pode uma atividade inerente ao ser humano, a maternidade, ser tão difícil? Ainda escuto hoje em dia a seguinte  frase: “sou mãe por instinto”.

 

Eu até concordo que o instinto materno deva ajudar e muito, mas, como já disse, sou ansiosa demais para esperar ver se meu instinto vai funcionar. E, como além de ansiosa, odeio surpresas, fui atrás de informação o suficiente para tentar ser o menos possível pega de surpresa.

 

Frequentei curso de gestante, destes gratuitos oferecidos por bancos de células tronco. Isso virou moda entre as grávidas! Adorei, apesar de não concordar com algumas informações passadas no curso como: “mamadeira e chupeta jamais!”

 

 

Muita  gente concorda com isso, mas eu acho que radicalizar  não é o ideal. Eu escolhi amamentar a Maria Eduarda no seio, mas se necessário for, deixarei uma mamadeira com o meu leite para que o papai às vezes dê a refeição. Afinal, o filho é NOSSO! Sou contra essa história de que todas as responsabilidades são só das mães.

 

 

Me cadastrei em sites especializados em maternidade, onde tiro várias dúvidas.  Leio de tudo dos livros sobre gravidez. Leio tanto que às vezes me apavoro com uns exageros e ligo correndo para meu obstetra para saber se é aquilo mesmo. Converso com o meu obstetra sobre todas as minhas dúvidas, até as mais ridículas.

 

Pergunto para as minhas amigas mamães as coisas mais básicas. E por fim, li uns livros  que podem sim ser chamados de manuais de instrução sobre como cuidar  de um bebê. Se vai funcionar, depois que a Duda nascer, eu conto para vocês. Mas, estes para mim estão sendo meus melhores conselheiros e ficarão no quarto da Maria Eduarda, em local de fácil acesso, para consultas rápidas em caso de dúvidas.

 

Os dois livros são: “Nana Nenê” e “Os segredos de uma encantadora de bebês”. Este último estou quase no final.  Para quem gosta de seguir uma rotina, ambos os livros são excelentes. Tem gente que reprova algumas recomendações destes especialistas, mas  em uma leve busca no google, em fóruns relacionados ao tema, percebi que quem reprova sequer tentou aplicar o que  o livro diz, já quem aplicou diz maravilhas. Então, eu digo: “farei  destes dois livros os  meus manuais de instrução”. Se vai dar certo? Não sei. Mas dando certo ou errado depois dedico um post exclusivo para o feedback. Fato é que, toda ajuda é bem-vinda, não é?

 

E você, o que você fez para se informar mais e não cair de paraquedas na missão de ser mãe?

 

Branca Andrade é jornalista e está grávida da primeira filha. Como mamãe de primeira viagem, vai escrever regularmente aqui no Do Começo. Acompanhe!