Do começo: Não deixe nada para depois

Posted on Nov 20 2012 - 11:09am by cristina.castillo@pannacottagroup.com

Pois é! Estou com um problema que não chega a ser gigante, mas pode atrapalhar. É claro que, se eu não tiver lembrancinhas para dar na maternidade, isso não fará a menor diferença na minha vida, muito menos na de quem for a maternidade para conhecer a Maria Eduarda. Já que o objetivo não é ganhar lembrancinha, não é mesmo?

 

 

Mas, o que acontece é que eu há dois meses encomendei umas caixinhas lindas para colocar cupcakes dentro e dar para quem for me visitar. O problema é que há exatos dois meses as benditas caixinhas não deram sinal de vida e, como já estou na 35ª semana, é melhor eu me apressar e não correr o risco de ficar sem as lembrancinhas, não é? Por mais que a gente se planeje, sempre aparece um probleminha de última hora para resolver. Então, agora lá vou eu atrás de caixinhas para os cupcakes.

 

 

Estou postando isso pois vale como lição. Se eu não tivesse comprado as caixinhas há dois meses não teria tempo hábil para correr atrás de outras em caso de contratempo, como o que aconteceu. E isso vale para tudo no enxoval do bebê. viu? Deixar para comprar as coisas de última hora é furada!

 

Além de pagar mais caro, por que não vai ter tempo para pesquisar, imagina você lá com um barrigão, cansada, pés inchados, tendo que resolver tudo de última hora.

 

Então, para evitar o desespero, compre tudo com calma durante a gravidez. Eu digo: me planejei à beça, comprei tudo antes, e estou tendo que resolver um monte de coisas agora, nas últimas semanas. Alguns exemplos são: as lembrancinhas de maternidade, a luminária do quarto, que eu mesma vou fazer (posto para vocês o passo-a-passo aqui depois), uma estante suspensa que eu resolvi fazer para o quarto dela de última hora, para guardar as fraldas que estão improvisadas embaixo do berço, e por aí vai…

 

 

 

Agora, se não der para resolver tudo, paciência! Existe vida pós nascimento do bebê. Digo isso pois a maioria das pessoas fala, depois que nascer você não vai conseguir fazer nada. Mentira! Fica um pouco mais complicado, mas o mundo não acaba. Se faltar alguma coisa, o maridão pode comprar, depois de algumas semanas de nascido você pode sair com o bebê para comprar, enfim, dá para resolver. Não é o fim do mundo!

 

 

Esses dias fui ao shopping e encontrei um casal com um bebê pequenininho, devia ter uns 20 dias, escolhendo coisas que faltaram para o enxoval em uma loja. Sei que vai ter gente dizendo que é pecado sair com um bebê dessa idade na rua.

 

Gente! Até acho que temos que ter cuidados a mais quando o bebê está muito novinho, mas os índios nascem lá nos cafundós, sem médico, andam à tiracolo nas mães, sem roupa, e sobrevivem. Não somos índios, mas tudo tem que ter um meio termo, não é verdade? Se está tudo bem com a saúde do bebê, se o bebê não vai pegar chuva, vento e o pediatra liberou, o que é que tem sair para dar uma voltinha?

 

 

Branca Andrade é jornalista e está grávida da primeira filha. Como mamãe de primeira viagem, vai escrever regularmente aqui no Do Começo. Acompanhe!