Do Começo: Mãe também é mulher

Posted on Dec 19 2012 - 6:37am by cristina.castillo@pannacottagroup.com

pos parto cuidados

Depois que a Maria Eduarda nasceu me dei uma semana de desmazelo e nada mais.  Foi uma semana de adaptação à chegada dela, às rotinas dela e da casa. Neste prazo me coloquei em milésimo plano.

Depois disso, voltei a separar um tempo para mim. Estou escrevendo este texto sabendo que vai ter muita mãe lendo e dizendo: “Meu Deus, quanto egoísmo! Ela nem bem pariu e já está pensando em si.”

Pois vamos lá. Tenho para mim a premissa de quem não se cuida não pode cuidar dos outros. Preciso sim de um tempo para mim, para me olhar no espelho, olhar meus defeitos, respirar fundo, esvaziar a mente, passar um hidratante, tomar um bom banho, daqueles em que respiramos fundo debaixo do chuveiro, repensamos o dia e ainda choramos caso estejamos cansadas. E sempre depois disso me sinto revigorada para cuidar da Maria Eduarda.

 

 

Mas, faço isso sobretudo por que acho que antes de ser Mãe eu já era uma mulher. É assim que meu marido me conhecia, como uma mulher, ativa, bonita, que gosta de maquiagem, que anda cheirosa pela casa, e que ele acha, sexy. O casamento não termina com o nascimento de um filho, muito pelo contrário, ele recomeça.

 

 

criança precisa mais do que ninguém de uma família estável, e eu acho que pais que não namoram, que não se dedicam um para o outro, ao menos um pouquinho por dia, estão fadados ao esquecimento de ambos como casal e a vivência conjunta  por  um único motivo:  os filhos.

 

 

Pode  até ser que  lá na frente o relacionamento não dê certo, mas prefiro ter na memória bons  momentos e saber que enquanto juntos meu marido e eu nos curtimos ao máximo. Até nos momentos em que olhamos um para  o outro, com a Maria Eduarda no colo, apavorados, com a missão de sermos pais. Acho triste casais que se separam pois depois da chegada dos filhos a mulher esqueceu de ser mulher e o homem esqueceu de ser homem e passaram a cumprir apenas a função de pais.

Por isso digo, eu esqueci de ser mulher apenas por uma semana depois que a Maria Eduarda nasceu. No dia seguinte, ainda de resguardo, entrei no chuveiro, tomei um bom banho enquanto ela dormia, passei hidratante, olhei o meu rosto, me achei mais bonita que nos últimos nove meses, ajeitei o cabelo, passei  creme  no rosto, lembrei que tenho que  cuidar das manchas da pele que a gestação me trouxe, sentei na sala de casa e fiquei esperando  meu marido chegar do trabalho.

 

Quem é que quer chegar  em casa e ver uma mulher descabelada, fedendo a leite materno e a golfada de neném, com olheiras… Ninguém, nem eu!

 

Não acho que isso seja antiquado. Pois não faço isso para agradar apenas a ele, faço isso para  ME agradar, e ME agradando, agrado a ele por consequência e mantenho o nosso relacionamento feliz e estável, o que será bom para a nossa filha e para nós dois, pois estaremos felizes também. Nas horas vagas, em que ela está dormindo e estamos juntos em casa, sentamos no sofá da sala abraçadinhos, assistimos a um filme, namoramos… isso é  importante para nós.

 

Então meninas, escrevi esse post para  lembrar a vocês de que somos mulheres, mães, esposas e temos uma carreira. Estamos de acordo com a história do mundo acostumadas a acumular funções. Somos fortes, lindas, determinadas, somos o SEXO FORTE.

 

Então, não tem por que ficar pelos cantos se lamentando que não dá tempo de tomar banho, que não dá tempo de ajeitar o cabelo, que o bebê é  o centro das atenções. Quando isso  acontecer, PARE! Organize seu dia e encaixe na sua rotina um tempo para você, pois você é a mais IMPORTANTE DE TODAS! Se você não estiver bem com você  tudo vai dar errado.

 

Branca Andrade é jornalista acabou de ganhar a primeira filha. Como mamãe de primeira viagem, vai escrever regularmente aqui no Do Começo. Acompanhe!