Parto em casa: como funciona?

Posted on Feb 26 2013 - 8:10am by cristina.castillo@pannacottagroup.com

A hora do parto se aproxima e de repente você se vê meio perdida em relação ao que deve escolher: você sabe que, apesar da dor, o parto normal é o que menos agride seu corpo, mas você também tem ouvido um zumzumzum crescente sobre um tal de parto humanizado domiciliar, o parto em casa.

Você reparou também que muitas grávidas famosas – Gisele Bündchen, Demi Moore, Julianne Moore, Meryl Streep, Alyson Hannigan e Jennifer Connely, só para citar algumas – não só escolheram sua casa para a hora do parto como tornaram-se fortes defensoras dessa modalidade. Mas você sabe do que se trata?

De um modo geral, o que você deve saber durante a gravidez é que no parto em casa são usados apenas métodos analgésicos naturais – técnicas de respiração, água quente e massagens – costuma durar cerca de 12 horas para as mamães de primeira viagem porque ele não é induzido com administração de ocitocina, têm menos risco de infecção hospitalar e a recuperação costuma ser mais rápida.

Como o próprio nome já diz o parto é normal, longe dos centros cirúrgicos, na sua própria casa – e, portanto, você ter uma gravidez tranquila e uma certeza razoável de que não haverá necessidade de fazer uma cesariana na hora do parto. Nos Estados Unidos essa prática teve um aumento de 20% na preferência das mulheres entre os anos de 2004 e 2008, e a taxa de mulheres que acabam tendo que ser transferidas para um hospital é de 12%. Os estudos mostram também que é bastante baixo o percentual de intervenções como anagelsia peridural (4,7%) e alto o de satisfação pós-parto (97%).

 

Por aqui tudo é mais complicado, principalmente para as cariocas. As resoluções 265 e 266 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro publicadas em 19 de julho de 2012 determinam que os médicos não podem participar de partos domiciliares nem prestar assistência perinatal fora das maternidades, e nem parteiras estão autorizadas a cumprir sua função nos hospitais. Na Holanda, por exemplo, é justamente o oposto: lá o Sistema de Saúde faz a assistência dessa modalidade que já corresponde a 40% do total de partos no país.

 

 

 

Gisele Bündchen, por exemplo, é uma das grávidas famosas que poderia ter escolhido qualquer lugar do mundo para dar à luz ao seu primeiro filho, Benjamim, mas escolheu a banheira de sua própria casa, em Boston (EUA). Mas por lá tudo é diferente. Em vários países a parteira (ou midwives) têm niver superior em Obstetrícia habilitadas a fazerem parto normal de baixo risco, tratar potenciais complicações, prestar atendimento à mãe durante todo o processo e ao bebê nas primeiras 24 horas de vida, inclusive com material de reanimação neonatal.

 

 

 

Certo mesmo é que muita polêmica ainda gira em torno do parto em casa, com fortes defensores de cada lado da corda. O melhor caminho para tomar sua decisão então deve ser procurar conhecer alguém que já o tenha feito, saber todos os detalhes sobre o que é permitido ou não na sua região, qual a formação do profissional que a ajudará nessa hora tão importante da sua vida e como serão as providências específicas no seu caso se algum imprevisto ocorrer. Só então tome sua decisão, consciente de que é o que deseja.