Parto na água: o que é e como funciona?

Posted on Mar 1 2013 - 8:30am by cristina.castillo@pannacottagroup.com

Quantas vezes você já se perguntou como é que o feto consegue “respirar” no líquido amniótico, uma espécie de lembrança evolutiva do tempo em que os seres fizeram a transição dos oceanos para a terra firme. E é justamente pensando nessa transição ao nascer – quando os pulmõezinhos se descolam pela primeira vez para receberem ar pela primeira vez – que muitas mulheres optam pelo parto na água, uma opção de parto normal que promete ser menos traumática para o bebê, que continua envolto em água ao nascer.

Gisele Bündchen surpreendeu o mundo ao ter seu primogênito Benjamim na banheira de casa – e de lá para cá este tipo de parto normal passou a ganhar ainda mais destaque. O parto na água pode ser feito também em um hospital, dando mais segurança à mamãe no caso de alguma complicação, mas em nenhuma circunstância é feito uso de qualquer tipo de anestesia nem de qualquer substância que acelere o nascimento.

 

Com a mamãe imersa em uma banheira com água aquecida a 36ºC, a criança nasce praticamente no mesmo ambiente em que estava durante a gravidez. A resposta para ela não se afogar é simples: durante os primeiros 20 segundos o bebê ainda respira pelo cordão umbilical, tempo em que o pulmão vai se abrindo lentamente, sem aquele descolamento súbito para a primeira golfada de ar – e que normalmente provoca o choro do bebê ao nascer. Por isso, acreditam os especialistas, tendem a ser crianças mais calmas.

 

Já a temperatura da água, além de ser próxima à do líquido amniótico, também ajuda a mamãe a aliviar as dores das contrações na hora do parto, relaxando a musculatura através do aumento da irrigação sanguínea, facilitando a hora do parto.

No caso de o parto na água ser feito em casa, é preciso profissionais qualificados e competentes para que tudo corra tranquilamente: deve haver a presença de um médico obstetra, um assistente e um profissional de enfermagem, além de uma ambulância UTI parada na porta de casa para casos de emergência em que mamãe e bebê tenham que ser levados para um hospital com UTI Neonatal ou em casos em que uma cesariana acabe sendo necessária.

De qualquer forma, ele não é indicado em alguns casos, como quando o bebê é muito grande, quando a mulher não sente-se confortável em ambiente aquecido, quando a gravidez é de risco ou há necessidade de monitoramento constante, o que não pode ser feito na água.